Veja como a Internet das coisas vai influenciar o futuro das pessoas

O filme Controle Absoluto conta a história de uma máquina com inteligência artificial que tenta manipular pessoas ligando para os seus telefones celulares, enquanto controla diversos dispositivos eletrônicos, como câmeras de segurança, semáforos de trânsito e máquinas eletromecânicas. Isso nos remete a um recente avanço tecnológico: a Internet das Coisas.

Realmente, já conseguimos perceber como a interconexão entre aparelhos eletrônicos se torna cada dia maior. Mas até onde isso irá chegar? Poderá ocorrer na vida real algo parecido com o que acontece no filme? Confira!

Uma breve explicação sobre a Internet das Coisas

Também conhecida como IoT (sigla em inglês para Internet of Things), a Internet das Coisas promete mudar a forma como o mundo funciona. O termo se refere a capacidade de dispositivos eletrônicos comunicarem-se uns com os outros de modo colaborativo através da internet cabeada ou wireless. 

E estamos falando de inúmeros dispositivos eletrônicos, como smartphones, sensores em automóveis, fechaduras eletrônicas, máquinas automatizadas, eletrodomésticos inteligentes, monitores de temperatura, etc.

Atualmente, todos esses aparelhos já são capazes de interagir e realizar tarefas automatizadas, enviando informações para serem processadas em sistemas de cloud computing sem a necessidade de qualquer intervenção humana.

A seguir vamos entender melhor como isso deve impactar diversas áreas de nossas vidas.

Mudanças na indústria

O governo da Alemanha tem incentivado a construção de fábricas inteligentes, onde a produção é realizada por meio de maquinário robótico controlado totalmente por softwares. Esse novo sistema de manufatura é conhecido como indústria 4.0, ou ainda como a quarta revolução industrial. Isso nada mais é do que o uso da Internet das Coisas na área industrial.

Esse sistema ciberfísico permite que gestores de produção realizem uma análise detalhada dos processos a fim de otimizá-los e antecipar problemas. Assim, este tipo de tecnologia também traz a vantagem de baratear os custos de produção, por conta da alta qualidade dos bens produzidos em grande escala, considerando que as máquinas operam praticamente sem cometerem erros e em alta velocidade.

Por conta disso, as empresas devem começar a oferecer treinamentos internos às suas equipes de TI com o objetivo preparar seus profissionais, habilitando-os assim a utilizar este tipo de tecnologia da melhor forma possível. 

No âmbito internacional, a mão de obra manual de baixa qualificação deverá ser gradativamente substituída por engenheiros e gestores aptos a lidar com estes tipos de sistemas, o que poderá ocasionar altos índices de desemprego.

Mudanças na rotina pessoal

As cidades se tornam inteligentes também. Imagine ter seu veículo conectado ao sistema de tráfego da cidade e ser notificado rapidamente sobre trajetos indisponíveis ou com trânsito intenso.

A cidade de Copenhague, na Dinamarca, é considerada uma cidade inteligente. Lá é possível alugar bicicletas com sensores que analisam a qualidade do ar e são equipadas com GPS, notificando o ciclista sobre congestionamentos durante o percurso. 

Isso sem falar nos sistemas domésticos, que usam o smartphone para realizar diversos tipos de funções, tais como abrir a porta de casa remotamente, ligar o ar-condicionado e até saber o que está faltando na geladeira. 

Toda essa praticidade deverá impactar o comportamento social como um todo, pois as tecnologias tendem a ser constantemente aperfeiçoadas, tornando-se mais baratas e acessíveis, como foi o caso do smartphone, atualmente utilizado por quase todas as pessoas.

Mudanças até mesmo na capacidade física humana

Atualmente, existem diversos gadgets vestíveis, como relógios que medem batimentos cardíacos e outros monitores de funções corporais. Essa tecnologia deve alterar a forma como as pessoas se exercitam e praticam esportes.

A Internet das Coisas deverá ser decisiva na medição de desempenho esportivo, apontando perdas de rendimento ou movimentos falhos, por meio da análise de dados coletados por sensores ligados ao corpo dos atletas ou mesmo outros equipamentos, como chuteiras, raquetes de tênis ou tacos de beisebol.

Essa tecnologia poderá inclusive apontar as causas da derrota de um time após uma partida. Incrível não é mesmo? Mas nem todo tipo de monitoramento inteligente deve otimizar o desempenho, visto que algumas tecnologias vão exigir menos de quem pratica esportes.

Esse é o caso da bicicleta inteligente desenvolvida pela empresa Ford, que possui um motor elétrico e um monitor de batimentos cardíacos. Dessa forma, caso a bicicleta detecte que você está se esforçando demais, aciona o motor aliviando o seu esforço com as pernas.

O grande desafio da IoT

Tudo o que foi dito até agora mostra que haverá um grande tráfego de dados que serão processados em sistemas nas nuvens. Porém, ataques de hackers podem tentar roubar esses dados, o que representa o grande desafio em segurança para a Internet das Coisas.

A virtualização dos aplicativos rodando em dispositivos eletrônicos pode eliminar a necessidade de armazenamento dos dados no próprio equipamento, enviando assim todas as informações para processamento nos data centers, o que evita ataques maliciosos à memória dos aparelhos. No entanto, ainda será necessário garantir a segurança na troca de dados entre dispositivos e receptores.

Outra implicação evidente será a existência de provedores de alto desempenho em quantidade suficiente para o processamento de um grande volume de dados produzidos por tantos aparelhos eletrônicos.

A velha polêmica da privacidade versus segurança

Com o passar do tempo, governos, empresas e pessoas devem aderir cada vez mais aos recursos tecnológicos da IoT. Mas isso traz preocupações referentes à segurança e à privacidade — dois fatores que precisam ser equilibrados. 

Existem movimentos por parte dos governos em aumentar a vigilância sobre os cidadãos, o que inevitavelmente resulta em perda de privacidade. Mas, com o avanço da Internet das Coisas, o ganho de praticidade diária também se apresenta como um risco à privacidade individual.

Afinal, se seremos monitorados pelos dispositivos eletrônicos, quem garante que esses mesmos dispositivos não serão usados por agências do governo ou hackers para nos vigiar. Nesse cenário, uma televisão inteligente poderia gravar nossas conversas, ou um smartphone poderia registrar cada passo que damos.

Por outro lado, sensores internos poderiam nos avisar sobre a movimentação de pessoas dentro de nossas residências, acionando alarmes e notificando a polícia, o que consequentemente traria mais tranquilidade para as nossas vidas.

Tendo em vista todas essas possibilidades, a criação de leis e normas específicas a fim de garantir tanto a segurança quanto a privacidade das pessoas se tornará um assunto cada vez mais debatido pela sociedade moderna.

Portanto, sabemos que a tecnologia transforma rapidamente o modo como vivemos. Como pudemos acompanhar, a IoT tem trazido novas soluções e desafios para as nossas vidas.

Mas será que estamos preparados? De que forma a Internet da Coisas tem impactado sua vida? Aproveite que já terminou a leitura e compartilhe este artigo em suas redes sociais para aumentar a discussão!


Fale conosco pelo chat